6º dia de guerra. Após o bombardeio aos centros de comando em Teerã, a estratégia de Israel e dos EUA parece cada vez mais clara: não basta destruir prédios, eles querem impedir que o Estado se reorganize.
O anúncio de que qualquer sucessor ao posto de Líder Supremo será considerado um alvo militar imediato — “não importa o nome ou onde esteja” — tem como objetivo criar um vácuo absoluto na cúpula iraniana.
Apesar disso, declarações do Trump sobre qual é o principal objetivo dos ataques ao Irã contradisseram falas de outros membros do seu próprio governo, inclusive de Marco Rubio. A falta de alinhamento no discurso tem gerado certa desconfiança e crítica entre opositores do presidente americano.
Entre falas desalinhadas, os ataques continuaram
Os Estados Unidos bombardearam e afundaram um navio de guerra do Irã, matando 80 pessoas. Apesar de Trump ter dito que a Marinha faria a escolta no Estreito de Ormuz, cerca de 200 navios petroleiros continuam parados pelo quinto dia seguido.
Enquanto isso, Israel passou a adotar uma nova tática em solo: os ataques agora miram estruturas de segurança interna, como delegacias e quartéis de milícia.
A lógica é desmantelar o “Estado Policial” que mantém a ordem nas ruas para que, sem liderança e sem repressão, a própria população inicie uma revolta interna definitiva.
Ainda ontem: Um míssil iraniano foi interceptado no espaço aéreo da Turquia. O movimento importa porque a Turquia é um país-membro da OTAN, o que pode desencadear a entrada da organização militar internacional no conflito.