| Imagine nascer com um erro no DNA que aumenta o risco de câncer e não saber. O maior estudo genômico sobre câncer já feito no Brasil descobriu que isso acontece com 1 em cada 10 pacientes. |
| Como assim? Esse erro no DNA, chamado de mutação hereditária, pode passar de pais para filhos sem que ninguém saiba que existe. E histórico de câncer na família não é coincidência: pode ser sinal de que outros parentes carregam o mesmo risco. |
| Entre os familiares testados, quase 40% também tinham a mutação, sem ter desenvolvido nenhum câncer ainda. Pense que encontrar isso cedo permite vigilância e, em alguns casos, cirurgia preventiva. |
| Um exemplo real: O estudo encontrou casos de uma mutação que 1 em cada 300 pessoas em algumas regiões do Sul e Sudeste a carregue, sendo herança de um ancestral comum de 300 anos atrás. |
| O problema por trás… O Brasil tem menos de 500 geneticistas clínicos para 215 milhões de pessoas. Os pesquisadores defendem começar pelo básico, com um questionário de histórico familiar para identificar quem tem maior risco. |
A diferença entre encontrar a mutação antes ou depois do tumor aparecer pode ser, literalmente, a diferença entre prevenir ou precisar tratar.
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