O fim da 6×1 está mais próximo do que nunca.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, participou de um encontro com o presidente Lula para discutir os detalhes do fim da escala 6×1.

Para além dos efeitos práticos, a aproximação de Hugo Motta é vista como uma forma de ganhar apoio para sua reeleição. Já para aliados de Lula, o projeto serviria de bandeira para a corrida presidencial.

Depois da reunião, o chefe do legislativo informou os pontos inegociáveis da PEC e como serão implementados:

Escala 5×2: Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação do texto.

Redução de jornada: Diminuição de 44 para 40 horas semanais de trabalho. Após 60 dias, haverá uma redução imediata de duas horas e, em até 12 meses, de mais duas horas.

Sem redução salarial: Todas as mudanças serão feitas mantendo o salário atual dos trabalhadores.

Desde que começou a ser discutida, defensores apontam que ela traria melhora na vida dos trabalhadores. Do outro lado, críticos destacam o possível impacto negativo na economia — como aumento de custos de até R$ 267 bilhões para empresas brasileiras.

O encontro ainda envolveu a questão dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Motta deseja que esse formato permita contratar outras pessoas e tenham um limite maior de faturamento — atualmente, o teto é de R$ 81 mil/ano.

Próximos passos

A expectativa é que a PEC seja votada ainda nesta semana na comissão especial, siga para o plenário da Câmara e depois para o Senado. A tendência é que setores específicos possam ter ajustes próprios. O governo quer passar a proposta antes das eleições.

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