A vibe do eurosummer deste ano é… térmica. Reino Unido, Espanha, França, Itália e Alemanha emitiram alertas vermelhos devido a uma nova onda de calor extremo, com os termômetros ultrapassando os 40 °C.
O que está acontecendo? O fenômeno atual é impulsionado pelo chamado “bloco ômega”. Esse é um padrão climático onde uma massa de ar quente fica presa entre sistemas mais frios, fazendo a temperatura subir dia após dia.
Cientistas alertam que a Europa é o continente que mais rapidamente aquece no mundo, em um ritmo 2x superior à média global.
No Reino Unido, é provável que o país quebre o recorde histórico de temperatura, assim como na Espanha, que tem previsões de até 45°C. Em Madri, foram abertos abrigos climáticos com ar-condicionado para populações vulneráveis.
Mas na França a preocupação é ainda maior 
O país registrou a tarde e a noite mais quentes desde 1947, com os termômetros batendo 42°C. A agência Meteo France colocou um número inédito de 54 regiões sob alerta vermelho. O impacto já é severo na saúde, na infraestrutura e na economia:
Em uma tentativa desesperada de se refrescar em rios e canais, o país registrou 40 afogamentos em menos de uma semana, a maioria de jovens. Além disso, pelo menos 18 mortes diretas pelo calor foram confirmadas.
entenas de escolas foram fechadas e operadoras ferroviárias tiveram que cancelar trens intermunicipais pelo risco de dilatação de trilhos e danos à rede elétrica. Até a Torre Eiffel precisou fechar.
Meteorologistas já comparam o episódio com a histórica onda de calor europeia de 2003, que causou cerca de 80 mil mortes adicionais no continente. Como o período de duração atual ainda é incerto, o governo francês já acionou gabinetes de crise para evitar o pior.