Ontem começaram as audiências públicas para discutir as novas tarifas propostas pelos EUA ao Brasil. Hoje, no segundo e último dia, representantes do governo federal estão novamente presentes como observadores e o pré-candidato Flávio Bolsonaro discursará no evento.
Qual a tarifa da vez? O Escritório de Comércio americano propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. A justificativa é que o Brasil adotou práticas que prejudicam o comércio estadounidense, como o PIX e o desmatamento ilegal.
Do lado de Flávio, o discurso deve defender o PIX, pedir a suspensão das tarifas enquanto os dois países negociam e argumentar que a medida seria prejudicial para ambos. Para o senador, o receio é que o tarifaço seja uma vitória para Lula, transformando em disputa eleitoral.
Do outro lado, Lula também fala em desvantagem comercial para ambos, mas acredita que as audiências não são o ambiente adequado para negociações reais. O Palácio do Planalto vem realizando conversas técnicas com representantes dos EUA para discutir o tema.
A avaliação do Governo Federal é que a recomendação das medidas feita pelo órgão americano possui caráter político. Por esse motivo, não acreditam na reversão total das tarifas, apenas em diminuições ou exceções para alguns produtos.
A audiência tem caráter consultivo e serve apenas para o governo americano reunir informações para tomar sua decisão final. O prazo para um acordo é até o dia 15 de julho.
Ainda nessa relação… O chanceler Mauro Vieira, admitiu temer um ataque militar dos EUA ao Brasilpela classificação do CV e do PCC como organizações terroristas.