Advogada é presa tentando entrar com eletrônicos escondidos em pote de creme em presídio de SC

Com o auxílio do scanner da unidade, foram encontrados três smartwatches ocultos no interior do recipiente.

Uma advogada foi flagrada na tarde desta terça-feira (10) tentando ingressar com equipamentos eletrônicos no Presídio Regional de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), os dispositivos estavam escondidos dentro de um frasco de creme dermatológico.

A profissional compareceu à unidade prisional para realizar a entrega de produtos de higiene pessoal destinados a um interno. Durante o procedimento de revista dos materiais, os policiais penais identificaram irregularidades no frasco de creme, que estava acompanhado de receita médica. Com o auxílio do scanner da unidade, foram encontrados três smartwatches ocultos no interior do recipiente.

A tentativa foi frustrada graças ao trabalho atento dos policiais penais do presídio, que seguiram os protocolos rigorosos de inspeção e contaram com a tecnologia disponível na unidade para identificar o material ilícito.

Diante do flagrante, a advogada foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Chapecó para os procedimentos cabíveis. A ocorrência foi acompanhada por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na manhã desta quarta-feira (11), a advogada publicou stories nas redes sociais em tom casual, sem fazer qualquer menção ao episódio. Na gravação, ela aparece descontraída, comentando sobre a rotina no escritório, o penteado do dia e a ansiedade para o final de semana, como se nada tivesse acontecido. Em determinado trecho, inclusive, se confunde com o dia da semana e brinca com os seguidores sobre o erro.

Jornal Razão tentou contato com a advogada, que até a última atualização não havia se manifestado sobre o caso.

Sejuri reforçou que os procedimentos de revista nas unidades prisionais são fundamentais para impedir a entrada de materiais ilícitos, garantindo a segurança no sistema prisional catarinense. A polícia apura as circunstâncias da tentativa e a destinação dos equipamentos.

Compartilhe:

Você também pode gostar: