Assistir a Copa do Mundo se tornou um luxo

Ver a bola rolar na Copa vai exigir um bolso bem fundo — ou muita disposição para acampar. A competição está transformando o mercado imobiliário nos EUA, com proprietários triplicando tarifas e listando casas por até US$ 6.000 a diária.

Para quem tem imóvel nas cidades-sede, ganhou na loteria do turismo. Em Nova Jersey, por exemplo, é projetado um faturamento de US$ 240.000 em apenas 30 dias.

Para estimular o mercado, o próprio Airbnb distribuiu bônus de US$ 750 para novos anfitriões que entrassem na plataforma agora.

Em Princeton, o preço de uma casa de seis quartos saltou 140% em comparação ao ano passado, enquanto a previsão é que as tarifas hoteleiras subam 300% na média durante os jogos de abertura.

O custo dos ingressos segue o mesmo ritmo… No mercado de revenda, entradas para a final de 19 de julho começam em US$ 8.000 e podem chegar à marca impressionante de US$ 50.000.

Os valores estão forçando os fãs do esporte a improvisarem. Líderes de torcidas organizadas europeias relataram que estão colocando oito pessoas em quartos projetados para quatro e buscando abrigo em bairros periféricos, longe dos estádios principais.

Muitos viajantes desistiram dos grandes centros e estão migrando para cidades como Kansas City, Dallas e Houston, onde as buscas por hospedagem subiram 230%.

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