Sem “welcome to Brazil”. O fim de semana pareceu um filme por aqui — e com um elenco improvável. Milei no palco. Netanyahu no telão. Bolsonaro em AI. Lula no Washington Post.
Só faltaram dois personagens: Os americanos que não conseguiram embarcar, depois que o Itamaraty negou os pedidos de visto. Eram dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que planejavam viajar ao Brasil nessa semana.
Os diplomatas pretendiam se reunir com autoridades eleitorais e religiosas brasileiras para discutir liberdade de expressão e o funcionamento do sistema de votação.
Qual a polêmica? O Brasil tem tradição de receber observadores internacionais, mas a leitura do governo foi de que essa missão não cabia nessa moldura — e sim numa tentativa de plantar dúvida sobre as urnas a pouco mais de dois meses do pleito.

O que dizem os EUA: O Departamento de Estado descreveu a viagem como rotineirae negou qualquer intenção de interferir no resultado das eleições.

O que diz o Brasil: Ministros do STF classificaram a missão americana como “escandalosa e inusitada” e defendem que o TSE reaja formalmente à tentativa de envio dos diplomatas.
Ainda falando em eleições… No sábado, o senador Flávio Bolsonaro oficializou sua candidatura, em um evento que contou com a participação de Javier Milei e com um vídeo do israelense Benjamin Netanyahu apoiando o parlamentar.
O argentino subiu o tom, fazendo diversos ataques ao atual governo e também direcionados a Moraes, o qual chamou de “lixo careca”
Ontem, em um artigo no Washington Post, o presidente Lula criticou Donald Trump pela imposição de tarifas ao Brasil. O atual presidente ainda avisou que não aceitará interferência externa na disputa ao Planalto.
Looking forward: Uma pesquisa do Real Time Big Data mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno. O cenário ajuda a explicar como cada gesto internacional ganha peso imediato nas campanhas.