O cenário político em Santa Catarina começa a ganhar contornos mais claros, mas ainda está longe de uma definição. A disputa pelo Governo do Estado já movimenta lideranças, articulações partidárias e estratégias de bastidores, com um ambiente que promete fortes emoções até os momentos finais.
Jorginho Mello lidera, mas sem ultrapassar os 50%
O atual governador Jorginho Mello, do Partido Liberal, aparece na dianteira das intenções de voto. No entanto, apesar de ocupar a primeira colocação, ainda não ultrapassa a marca dos 50%, o que manteria a disputa aberta para um eventual segundo turno. dizem mais não afirmo quem muito tem nada fica !!!!!
Nos bastidores, comenta-se que o governador chegou a avaliar diferentes nomes para compor como vice, inclusive com promessas e negociações em andamento. A definição acabou caminhando para o Partido Novo. Ainda assim, há rumores políticos — sem confirmação oficial — de que a composição pode sofrer alterações até o fim do prazo legal das convenções.
João Rodrigues consolida segunda posição
Em segundo lugar, desponta João Rodrigues, liderança reconhecida no estado e nome forte no Oeste catarinense. Com perfil gestor e discurso firme, ele já ultrapassa os 20% das intenções de voto e mantém crescimento consistente.
A popularidade e o histórico administrativo são apontados como diferenciais que o colocam como principal adversário na disputa direta contra o atual governador.
PT e PSB articulam frente com Merísio
No campo da esquerda, o Partido dos Trabalhadores articula alinhamento com o Partido Socialista Brasileiro para fortalecer uma candidatura própria. O nome mais cotado é o de Merísio pelo PSB, que surge como pré-candidato e já se aproxima da faixa dos 20% nas projeções.
A estratégia é consolidar uma frente unificada para disputar espaço no segundo turno.
MDB indeciso e União Progressista em compasso de espera
O Movimento Democrático Brasileiro ainda vive um momento de indefinição: lançar candidatura própria ou declarar apoio a João Rodrigues? A decisão pode influenciar diretamente o equilíbrio da disputa.
Já o União Progressista segue em movimento pendular, avaliando cenários e possibilidades de composição. O partido observa o cenário antes de tomar uma posição definitiva.
Eleição aberta até o fim
Com três blocos competitivos e articulações em andamento, o cenário aponta para uma eleição imprevisível. Nada indica definição antecipada.
Se mantido o atual panorama, a corrida pelo Governo de Santa Catarina deve ser decidida apenas nos “48 do segundo tempo” — possivelmente com direito a prorrogação no segundo turno.
A disputa está apenas começando, e o jogo político promete ser intenso até a reta final.