A primeira fase da concessão encerra em janeiro de 2027, mas a ferrovia que move o Sul de Santa Catarina já planeja os próximos 30 anos com a mesma convicção com que começou: a de que trilhos constroem relações.
A Ferrovia Tereza Cristina divulgou nesta sexta-feira (17) seu Balanço Social 2025, documento que consolida os principais resultados da companhia no ciclo que se encerra e reafirma o papel da ferrovia como uma das espinhas dorsais do desenvolvimento econômico e social de 14 municípios do Sul de Santa Catarina.
A publicação vem num momento de singular peso histórico para a empresa. O contrato de concessão federal, firmado em 1997 por 30 anos, encerra-se em 31 de janeiro de 2027. Porém, a FTC avança nas tratativas junto ao Ministério dos Transportes e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a renovação da concessão por mais três décadas, após a realização de audiências públicas em Criciúma e em Brasília, em março de 2026.
“O Balanço Social 2025 é muito mais do que um relatório de gestão, é um documento de responsabilidade com o território onde a FTC está inserida. Ao longo de 29 anos, a FTC construiu algo que vai além dos trilhos: construiu confiança”, afirmou o diretor da FTC, Benony Schmitz Filho.
Uma trajetória em números
Os indicadores acumulados desde o início da concessão dimensionam a relevância da ferrovia para a região e para o país: mais de 83 milhões de toneladas transportadas, mais de R$ 387,4 milhões recolhidos ao Tesouro Nacional e mais de R$ 88,7 milhões investidos na própria infraestrutura ferroviária – via permanente, material rodante, sinalização e tecnologia.
Só em 2025, a FTC transportou mais de 2,4 milhões de toneladas úteis de carvão mineral, garantindo o abastecimento do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, e a geração de energia elétrica para toda a Região Sul do país. No mesmo ano, mais de 600 mil toneladas de cargas gerais conteinerizadas percorreram os 164 km de malha até o Porto de Imbituba, de onde navios distribuíram para os principais portos de destino, fortalecendo a competitividade das empresas da região e reduzindo o custo logístico de toda uma cadeia produtiva.
A malha com 164 quilômetros é operada com frota de 13 locomotivas e 295 vagões, distribuídos em cinco pátios operacionais que concentram toda a estrutura operacional e de apoio.
Pessoas, segurança e qualidade
O Balanço registra 12.476 horas de treinamento investidas no desenvolvimento das equipes, média de 81 horas por colaborador, e índice de clima organizacional de 92%, indicadores que refletem a centralidade das pessoas na estratégia da empresa.
O programa Paz na Linha, voltado à prevenção de acidentes em passagens de nível, alcançou 1.187 estudantes e 3.200 condutores de veículos em ações realizadas junto às comunidades dos municípios atendidos pela malha ferroviária, em alinhamento direto com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 9 — Indústria, Inovação e Infraestrutura).
A empresa mantém três certificações ISO ativas: 9001 (qualidade), 14001 (responsabilidade ambiental) e 45001 (segurança e saúde no trabalho), consolidando um sistema de gestão corporativo que responde simultaneamente às exigências regulatórias, às expectativas dos clientes e ao compromisso com as comunidades lindeiras.
O próximo capítulo
Para Benony Schmitz Filho, os números do Balanço Social 2025 são a base sobre a qual se constrói o futuro. “Vivemos um momento decisivo: estamos prontos para renovar esse pacto com o Sul de Santa Catarina por mais 30 anos, com mais investimento, mais inovação e o mesmo compromisso que nos trouxe até aqui. Renovar essa concessão é renovar a nossa parceria com os clientes, com os fornecedores, com o poder concedente, como poder público, com a sociedade e com as gerações que virão”.
Distribuição e acesso
Imprensa, autoridades municipais, estaduais e federais e os colaboradores da empresa receberão exemplares impressos do Balanço Social 2025. A versão online está disponível para consulta no site institucional da FTC: www.ftc.com.br