Museu Ferroviário de Tubarão recebe exposição que questiona os limites da imagem contemporânea

Exposição questiona limites da imagem contemporânea no Museu Ferroviário de Tubarão.

“Barroco, ainda”, do artista criciumense Alan Cichela, abre em 9 de abril com roda de conversa e entrada gratuita

O Museu Ferroviário de Tubarão recebe a partir desta quinta-feira (9) a exposição “Barroco, ainda”, do artista visual Alan Cichela. A mostra reúne desenhos em nanquim que investigam a instabilidade da imagem – obras que existem, segundo o próprio artista, no limite entre o aparecer e o desaparecer.

A abertura acontece às 19h, com roda de conversa mediada pelo artista. A entrada é gratuita.

O barroco sem ornamento
O título carrega uma provocação deliberada. Para Cichela, o barroco não é patrimônio da história da arte, é uma lógica ainda operante na imagem contemporânea. Em vez de exuberância e excesso, sua versão do barroco se constrói pela economia: nanquim sobre papel, contraste entre preto e branco, tensão mantida no fio do gesto.

As figuras nas obras não estão fixadas. Emergem — ou ameaçam desaparecer. O texto curatorial define o trabalho como investigação sobre “a instabilidade, o drama da aparição e a intensidade que emerge do conflito entre forças”. É uma definição que serve tanto à obra quanto ao método.

Quem é Alan Cichela
Natural de Criciúma, nascido em 1980, Cichela transita entre a criação, a docência e a pesquisa acadêmica. Sua prática se situa no limite entre o desenho e a pintura, com foco na relação entre presença e ausência como problema estético, e filosófico.

“Barroco, ainda” fica em cartaz até 30 de abril, com visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h.

Serviço
📍Museu Ferroviário de Tubarão
🗓 Abertura: 9 de abril de 2026, às 19h
(com roda de conversa com o artista)
📅 Visitação: 9 a 30 de abril | Segunda a sexta, 8h–12h e 13h30–17h
🎟 Entrada gratuita

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