No Dia Mundial do Rock, Eximproviso destaca a história de Nelson Dylara e um dos maiores acervos de rock da região.

No próximo 13 de julho, quando é celebrado o Dia Mundial do Rock, o Eximproviso homenageia um verdadeiro apaixonado pelo gênero: Nelson Dylara, morador de Tubarão que transformou décadas de dedicação à música em um dos mais importantes acervos de raridades do rock da região.

Natural de Cachoeira do Sul (RS), Nelson chegou a Tubarão no fim da década de 1980 trazendo consigo muito mais do que malas. Trouxe uma paixão que atravessaria gerações e o levaria a viver momentos inesquecíveis ao lado de alguns dos maiores nomes da história do rock.

Uma amizade que começou no rádio

Antes de se estabelecer em Santa Catarina, Nelson conviveu com o jornalista esportivo Régis Rösing, hoje conhecido nacionalmente por sua trajetória na TV Globo. Ambos eram conterrâneos e compartilharam momentos ligados à Rádio Fandango FM, onde Régis apresentava o programa Hora do Rock.

Ao chegar a Tubarão, Régis ainda tentou implantar um programa dedicado ao rock na antiga Rádio Cidade Azul, mas a proposta acabou não sendo aceita devido ao perfil musical da emissora.

Anos mais tarde, já consagrado na televisão, Régis retornou à cidade para gravar uma reportagem especial ao lado de Robson Caetano e do editor-chefe Cláudio Moraes, tendo como destaque a banda gaúcha Maria do Relento.

O início de uma paixão

O amor de Nelson pelo rock nasceu ainda na juventude, quando assistiu a um show da lendária banda Casa das Máquinas, em Paranaguá. Na ocasião, conseguiu autógrafos que até hoje fazem parte de sua coleção.

A partir dali, mergulhou de vez no universo musical, acompanhando programas como Sábado Som, apresentado por Nelson Motta, além de revistas especializadas, como a Pop Som, que apresentavam lançamentos, entrevistas e curiosidades sobre as grandes bandas do cenário mundial.

O KISS conquistou seu coração

Em 1983, Nelson assistiu ao primeiro show do KISS, banda que se tornaria sua favorita para sempre.

Mesmo tendo acompanhado centenas de apresentações ao longo da vida, ele afirma que aquele espetáculo ocupa um lugar especial em sua memória, ficando atrás apenas do histórico show do Queen, considerado por ele a experiência mais marcante de sua trajetória como fã.

Presença na história do Rock in Rio

Nelson também esteve entre o público da primeira edição do Rock in Rio, em 1985, testemunhando um dos eventos mais importantes da música mundial.

Grande admirador de Freddie Mercury, chegou a visitar duas vezes o Pão de Açúcar na esperança de encontrar o vocalista do Queen. Embora o encontro não tenha acontecido, no dia seguinte descobriu, pelos jornais, que o cantor realmente havia passado pelo local.

Seis anos depois, em 1991, voltou ao festival para viver outro momento inesquecível: assistir ao aguardado show do Judas Priest.

De fã a fotógrafo credenciado

Com uma câmera fotográfica sempre em mãos, Nelson começou a registrar apresentações e buscar contato com os artistas nos hotéis, reunindo fotografias exclusivas e autógrafos.

Foi durante um show em São Paulo que sua história ganhou um novo capítulo. Ele conheceu o editor da revista especializada Metalhead, que reconheceu seu talento e o credenciou para fotografar grandes apresentações.

Durante cerca de 20 anos, Nelson atuou como fotógrafo da publicação, registrando apresentações históricas de algumas das maiores bandas do planeta.

Grandes nomes do rock passaram por sua lente

Ao longo dessa trajetória, Nelson fotografou e acompanhou apresentações de artistas que marcaram gerações, entre eles:

  • Black Sabbath
  • Rush
  • Jethro Tull
  • Roger Waters
  • Judas Priest
  • KISS
  • Queen
  • E muitos outros ícones do rock mundial.

O único sonho que permaneceu incompleto foi assistir a um show do Pink Floyd em sua formação clássica. Ainda assim, conseguiu realizar parte desse desejo ao acompanhar apresentações de Roger Waters em carreira solo.

Um acervo que preserva a história do rock

Hoje, Nelson Dylara guarda milhares de fotografias, autógrafos, discos de vinil, revistas, credenciais e objetos raros relacionados ao universo do rock.

Entre as preciosidades está, segundo ele, a coleção completa dos discos da banda tubaronense Tubarão, considerada uma verdadeira relíquia para os colecionadores.

Mais do que uma coleção, seu acervo representa décadas de dedicação, pesquisa e vivências ao lado de alguns dos maiores nomes da música internacional.

Uma vida movida por duas paixões

Além do rock’n’roll, Nelson afirma que a gastronomia também ocupa um espaço especial em sua vida. Mas é a música que continua sendo o combustível de uma trajetória construída com autenticidade, emoção e muitas histórias para contar.

Neste Dia Mundial do Rock, sua coleção se torna também um patrimônio cultural e afetivo, preservando memórias de uma época que marcou gerações e inspirando novos fãs a manter viva a história do gênero que revolucionou a música no mundo.

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