A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou com força em Brasília — e agora com uma proposta oficial do governo. O projeto enviado ao Congresso prevê reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais e 8 horas por dia, sem corte de salários.
A ideia é atingir diretamente cerca de 14 milhões de trabalhadores que hoje atuam nesse modelo. O texto também sugere que as folgas semanais ocorram, preferencialmente, aos fins de semana.
Mas os critérios podem mudar… Hoje, dois textos da mesma pauta já caminham no Congresso, com definições diferentes do que foi sugerido pelo governo:
O de Erika Hilton (PSOL) propõe semana de 4 dias de trabalho, com implementação em até 1 ano;
O de Reginaldo Lopes (PT), que reduz a jornada para 36 horas semanais, mas com transição de até 10 anos.
Mesmo que os detalhes do texto possam mudar, o fato é que o projeto chegou à Câmara com regime de urgência, precisando ser votado em até 45 dias — espere ouvir bastante sobre a pauta nos próximos meses.
O outro lado: Setores do mercado se mostram contrários a uma alteração. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a mudança pode aumentar os custos das empresas em até R$ 267 bilhões por ano, elevando a folha de pagamento em até 7%.