Uma ampla operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) colocou no centro das investigações um grupo familiar suspeito de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a contratos públicos em Santa Catarina.
A ação, denominada Operação DNA do Crime, foi deflagrada nesta semana e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades catarinenses e também no Paraná. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens, imóveis e valores milionários vinculados aos investigados.
Investigação aponta movimentação milionária
De acordo com as apurações, o grupo teria utilizado empresas ligadas ao setor de coleta e gestão de resíduos para movimentar recursos oriundos de contratos firmados com órgãos públicos ao longo dos últimos anos.
Os investigadores apontam que mais de R$ 113 milhões teriam sido recebidos por empresas envolvidas no esquema entre os anos de 2016 e 2025. A suspeita é de que parte desses recursos tenha sido utilizada em operações destinadas a ocultar patrimônio e dissimular a origem dos valores.
Empresas e patrimônio estão na mira
Durante a operação, foram apreendidos dezenas de veículos e determinados bloqueios sobre imóveis e ativos financeiros. O valor total dos bens indisponibilizados ultrapassa dezenas de milhões de reais.
Segundo os investigadores, diversas empresas teriam sido utilizadas para movimentações financeiras, aquisição de patrimônio e realização de operações consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos envolvidos.
Núcleo familiar é alvo das apurações
As investigações indicam que integrantes de uma mesma família ocupavam posições estratégicas em empresas ligadas ao grupo empresarial investigado. Conforme o Gaeco, familiares e pessoas próximas teriam participado de operações societárias, administrativas e financeiras que agora são analisadas pelas autoridades.
Os mandados atingiram empresários, administradores e outros profissionais ligados às empresas investigadas.
Caso segue sob investigação
O Ministério Público e o Gaeco continuam analisando documentos, movimentações financeiras, contratos e materiais apreendidos durante a operação. O objetivo é identificar a extensão do suposto esquema, a origem dos recursos e a eventual participação de outros envolvidos.
A Operação DNA do Crime é mais um desdobramento das investigações que apuram possíveis irregularidades em contratos públicos e movimentações financeiras realizadas por empresas ligadas ao setor de serviços urbanos em Santa Catarina.
As autoridades reforçam que as investigações seguem em andamento e que os envolvidos terão assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.