A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a impactar diretamente o mercado global, especialmente o petróleo. O discurso recente do presidente Donald Trump surpreendeu investidores ao adotar um tom agressivo, afastando qualquer expectativa de trégua.
Durante pronunciamento, Trump afirmou que os Estados Unidos irão intensificar os ataques nas próximas semanas e chegou a ameaçar atingir a infraestrutura iraniana, dizendo que o país poderia ser levado “de volta à Idade da Pedra”.
A reação do mercado foi imediata. O preço do barril de petróleo registrou alta de quase 8%, alcançando US$ 109, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio.
Horas após o discurso, os EUA atacaram uma ponte estratégica no Irã. Segundo o Pentágono, o objetivo era militar, para bloquear o envio de mísseis. No entanto, Trump reforçou o tom de pressão, afirmando que o ataque servia como um alerta para que o Irã aceitasse um acordo.
O governo iraniano negou qualquer enfraquecimento e respondeu com ataques em direção a Israel, além de lançar mísseis contra os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, ampliando ainda mais o conflito.
Diante do cenário, cerca de 40 países articulam no Conselho de Segurança da ONU uma possível resolução que autorize o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo.
Além da tensão internacional, Trump também movimentou o cenário político interno ao anunciar a demissão da procuradora-geral Pam Bondi.
O cenário segue instável, com impactos diretos na economia global e no preço dos combustíveis.