Até o detergente virou motivo para discussão política.

A crise envolvendo a Ypê, líder do mercado de limpeza no país avaliado em R$ 3,6 bilhões e 2ª marca mais presente nos lares brasileiros (atrás apenas da Coca-Cola), deixou de ser apenas um tema sanitário para virar um novo “Fla-Flu” da polarização política brasileira.

Explicando: Tudo começou na última quinta-feira, após a Anvisa determinar a suspensão da fabricação e venda de alguns detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos da marca, especificamente dos lotes com final 1.

Segundo os órgãos sanitários, inspeções encontraram falhas em etapas da produção e risco de contaminação microbiológica.

A empresa conseguiu uma liminar suspendendo temporariamente a decisão, mas optou por manter parte da produção parada enquanto ajusta os processos apontados pela Anvisa.

“Tá, e cadê a política nisso?”

No final de semana, perfis de políticos como o do senador Cleitinho, do vice-prefeito de SP, Ricardo Mello Araújo, e de influencers ligados à direita passaram a convocar campanhas públicas de apoio à marca, incentivando consumidores a comprarem produtos da empresa.

A razão é que eles acusam — sem apresentar provas — o governo de usar a Anvisa como instrumento de perseguição política devido ao fato da família dona da Ypê ter doado cerca de R$ 1,5 milhão para a campanha de Bolsonaro em 2022.

A discussão ocorre 5 meses após outra polêmica com uma grande marca. No fim do ano passado, a Havaianas se viu no centro de um debate político por conta de uma campanha interpretada por muitos como apoio à esquerda em ano eleitoral.

O assunto repercutiu tanto que Nikolas Ferreira divulgou ontem o lançamento da “Pé Direito”, nova marca de chinelo cujo embaixador é o deputado.

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