A conta ficou mais salgada para quem precisa de crédito.

Pegar crédito no Brasil já não era exatamente barato. Mas, agora, a conta ficou ainda mais salgada: o spread bancário — a diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e o que cobram em juros de empréstimos — chegou ao maior nível desde 2013.
O que explica isso? Essa alta tem relação direta com o aumento da inadimplência e com o crescimento do crédito para consumidores, especialmente em modalidades mais caras e arriscadas, como cartão de crédito e crédito pessoal.
Em outras palavras… Como mais pessoas estão atrasando ou deixando de pagar suas dívidas, os bancos passam a cobrar juros maiores para compensar esse risco.
A relevância: Quando o spread sobe, o crédito tende a encarecer parcelas, empréstimos e renegociações de dívidas. E, com as famílias destinando quase 30% da renda a compromissos financeiros, esse alívio pode virar uma nova pendência.
O tamanho dessa conta aparece nos números. Em março, o spread bancário chegou a cerca de 15 pontos percentuais. Já na conta feita apenas com novos empréstimos, a diferença foi de 21pp, o maior nível desde 2017.
Em termos mais simples: Esses pontos percentuais mostram a distância entre o custo do dinheiro para os bancos e os juros cobrados nos empréstimos. No fim do dia, isso significa maior rentabilidade das instituições, que viram o retorno sobre patrimônio (ROE) subirem de menos de 15% para quase 17% no 1S de 2025.

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