Argentina zera imposto de exportação e pode tornar picapes mais competitivas no Brasil.

A indústria automobilística argentina ganhou um importante incentivo para ampliar sua competitividade no mercado internacional. Desde julho, o governo do país passou a zerar o imposto de exportação sobre veículos produzidos em território argentino, medida que permanecerá em vigor até junho de 2027.

Anteriormente, as montadoras pagavam uma alíquota de 4,5% sobre as exportações de veículos. Com a nova política, esse percentual foi reduzido para 0%, diminuindo os custos das fabricantes e fortalecendo a competitividade da produção nacional.

Ford Ranger está entre os modelos beneficiados

Entre os veículos que podem sentir os efeitos da medida está a Ford Ranger, produzida na Argentina e comercializada no mercado brasileiro. O modelo é um dos principais representantes do segmento de picapes médias e poderá ganhar maior competitividade diante dos concorrentes.

Especialistas avaliam, no entanto, que o impacto no preço final para o consumidor brasileiro deverá ser relativamente limitado.

Redução no preço deve ser pequena

As estimativas apontam que a economia pode representar uma redução próxima de 2% no valor final dos veículos. Isso acontece porque diversos outros fatores influenciam diretamente o preço pago pelo consumidor.

Entre eles estão os custos de logística, transporte, distribuição, despesas comerciais, carga tributária no Brasil e a própria política de preços adotada pelas montadoras.

Competitividade é o principal objetivo

A decisão do governo argentino busca fortalecer a indústria automotiva nacional diante do avanço das fabricantes asiáticas, que vêm ampliando sua participação em diversos mercados da América Latina.

Ao reduzir os custos de exportação, o país pretende incentivar a produção local, ampliar as vendas para o exterior e oferecer melhores condições para que suas montadoras disputem espaço em segmentos cada vez mais concorridos.

Mesmo que o reflexo nos preços ao consumidor seja discreto, a medida pode contribuir para manter modelos produzidos na Argentina mais competitivos, beneficiando fabricantes e ajudando a preservar a participação dessas picapes no mercado brasileiro.

Compartilhe:

Você também pode gostar: