Correios preparam novo Plano de Demissão Voluntária e reestruturação pode fechar cerca de mil unidades.

Correios estudam novo PDV com possibilidade de adesão de até 7 mil funcionários

Os Correios estão finalizando os detalhes de um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV), que deverá ser lançado nas próximas semanas como parte do processo de reestruturação da empresa. O programa permanecerá aberto até o fim de 2026 e poderá alcançar até 7 mil empregados, principalmente aqueles que atuam em unidades que serão desativadas durante a reorganização da estatal.

A iniciativa faz parte das medidas adotadas pela empresa para reduzir custos operacionais e adequar sua estrutura diante do cenário financeiro enfrentado pela instituição.

Reestruturação prevê fechamento de cerca de mil unidades

O plano de reorganização também prevê o encerramento das atividades de aproximadamente mil pontos de atendimento em todo o país. A medida inclui centros de tratamento, armazenamento de cargas e agências dos Correios.

As definições finais do novo PDV estão sendo elaboradas pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Novo programa terá regras diferentes

Diferentemente do primeiro programa realizado neste ano, a nova edição do PDV deverá oferecer uma indenização menor, com um limite máximo de pagamento que ainda está sendo definido.

Outra mudança é que a direção da estatal não pretende estabelecer uma meta oficial de adesões. No primeiro PDV, lançado em fevereiro e encerrado em abril após uma prorrogação, o objetivo era atingir 10 mil desligamentos.

Ao final do período, 3.075 funcionários aderiram ao programa, o equivalente a cerca de 30,7% do público considerado elegível.

Empresa afirma ter reduzido despesas

Segundo os Correios, o primeiro programa, aliado a outras ações administrativas, permitiu alcançar aproximadamente 45% da economia prevista, estimada em R$ 1,4 bilhão.

Entre as medidas adotadas estão a otimização das rotas logísticas, o aprimoramento dos processos operacionais e o reforço no controle da produtividade.

Prejuízo bilionário preocupa estatal

Os desafios financeiros continuam sendo um dos principais fatores para a adoção das medidas de reestruturação. No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões, resultado 82,35% superior ao verificado no mesmo período do ano anterior.

A projeção para o fechamento de 2026 aponta para um déficit próximo de R$ 10 bilhões.

Atualmente, a empresa conta com mais de 82 mil funcionários próprios e cerca de 10 mil trabalhadores terceirizados em todo o Brasil.

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