O início de semana foi agitado na política brasileira. O PSD, partido liderado por Gilberto Kassab e que conta com o maior número de prefeitos no Brasil, definiu oficialmente o seu nome para a corrida presidencial: o de Ronaldo Caiado.
A escolha pelo governador de Goiás dividiu o partido, principalmente entre os outros dois cotados a disputar uma vaga no Planalto:
Ratinho Jr, que desistiu de concorrer à presidência na última semana, elogiou a escolha por Caiado, afirmando que o político de longa data é um “homem aprovado como gestor” e um entusiasta da iniciativa privada.
Eduardo Leite, que disputava a escolha do partido com Caiado, fez como seu amigo invejoso quando perde, dizendoestar desencantado e afirmar que a escolha do PSD mantém a polarização no Brasil.
A matemática e os números do médico goiâno
Com mais de 30 anos de vida pública e uma aprovação de 88% de seu governo, a maior dentre os governadores, Caiado é visto como o candidato mais qualificado para atrair os que votaram em Lula e se arrependeram, assim como os que não querem repetir Bolsonaro.
Goiás é (i) líder geral na educação pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e (ii) é um dos poucos estados que reduz taxas de violência no Brasil ano a ano, considerado o mais seguro do país.
De acordo com o Datafolha, insegurança e medo do futuro são os principais receios do povo brasileiro no ano pré-eleitoral;
Em seu primeiro discurso, Caiado disse que o problema da polarização não pode ser resolvido pelos mesmos que a criaram e continuam sendo beneficiados por ela;
Fazendo menção à JK, disse também que quer pacificar o Brasil e cuidar das pessoas.
Não será fácil… Lula (41%) e Flávio (38%) dominam as pesquisas com sobra no cenário do 1° turno. Caiado apareceu com 4% das intenções de voto na pesquisa do BTG/Nexus divulgada ontem.
Resumindo: A candidatura é vista como um esforço sério em romper o eixo Lula-Bolsonaro, mirando os que não querem extremos. A ideia de “voto útil”, no entanto, pesa em seu desafio, já que será preciso convencer o eleitor de que vale a pena votar em um terceiro candidato no primeiro turno.