Dia do Médico: profissão compartilhada em casa e no trabalho.

O cirurgião, Dr. Luiz Henrique e a anestesiologista, Dra. Jaqueline, são parceiros na melhora da saúde dos pacientes e na criação das filhas


A rotina de um médico envolve decisões importantes, responsabilidade e dedicação. Para um casal de profissionais do Complexo Médico Provida, Dr. Luiz Henrique Locks Corrêa e Dra. Jaqueline Bohrer Corrêa, essa realidade ganha uma dimensão ainda mais especial: além de compartilharem o compromisso com a vida, eles também dividem os desafios e as alegrias de criar duas filhas pequenas, Helena, de 6 anos, e Júlia, de 2 anos. Ele é cirurgião oncológico; ela, anestesiologista da Narco Clínica. Juntos, conciliam as exigências da profissão com a vida familiar, em uma história que começou durante a residência médica e na qual o cuidado está presente tanto no trabalho quanto dentro de casa.

A história do casal começou em Tubarão, quando Jaqueline, natural de Porto Alegre (RS), veio para a cidade para fazer residência em anestesiologia. Luiz, natural do município, também estava no primeiro ano de residência, na área de cirurgia geral. Foi no ambiente hospitalar, entre estudos, plantões e longas jornadas, que os dois se conheceram.

“Começamos como amigos, iniciando juntos uma fase desafiadora, que era a residência médica. Fomos o apoio um do outro. Eram horas e horas de trabalho, plantões e muito estudo. Nas horas vagas, uma boa conversa para descontrair”, recorda a Dra. Jaqueline.

O companheirismo construído naquele período deu origem ao relacionamento. Juntos desde 2015, eles se casaram em 2017 e, ao longo dos anos, passaram a compartilhar não apenas os caminhos da medicina, mas também os planos, as conquistas e a construção da própria família.

A decisão de seguir a medicina nasceu de motivações diferentes, mas que se encontram no desejo de cuidar das pessoas. Para a Dra. Jaqueline, a inspiração veio de casa. Filha de uma médica anestesiologista, ela cresceu admirando a profissão da mãe e desenvolveu, desde cedo, identificação com o ato de cuidar.

Dr. Luiz, por sua vez, conta que sempre teve vontade de ser médico, embora tenha iniciado sua trajetória acadêmica na engenharia, por questões de oportunidade familiar. Com o tempo, percebeu que precisava seguir outro caminho.

“Sempre gostei de resolver as coisas. Talvez por isso tenha decidido fazer medicina, para ajudar as pessoas, e depois me identificado ainda mais com a cirurgia”, explica.

A escolha pela oncologia surgiu também da possibilidade de acompanhar o paciente ao longo de diferentes etapas do tratamento, desde o diagnóstico até os cuidados posteriores. Para o cirurgião, a relação construída com cada pessoa é parte importante do exercício da medicina.


Entre o centro cirúrgico e a vida em família

A rotina é intensa. Entre atendimentos, cirurgias, plantões, estudos e compromissos profissionais, encontrar tempo para a família exige organização e parceria. Ainda assim, a dupla procura preservar os momentos em que pode estar junto das meninas.

“Trabalhamos muito e prezamos muito pela presença com elas. Então, ou estamos trabalhando ou estamos em família com as meninas, sempre juntos. Passamos os dias contando os minutos para chegar em casa”, conta a Dra. Jaqueline.

Dr. Luiz reconhece que conciliar as responsabilidades profissionais com a vida pessoal é um desafio constante. A rotina inclui também cursos, congressos e novas capacitações. Recentemente, o cirurgião realizou certificações em cirurgia robótica, ampliando seus conhecimentos em uma área de constante evolução. Além disso, participa das atividades de formação de acadêmicos de Medicina, o que soma novas responsabilidades ao cotidiano profissional e pessoal.

“Um dos maiores desafios é lidar com o volume de trabalho e, ao mesmo tempo, ser uma pessoa presente na família e entre os amigos. Também precisamos manter uma atualização constante e dar atenção de qualidade aos pacientes. É uma carga grande, mas nos esforçamos para fazer tudo com qualidade e carinho”, afirma Luiz.

A resposta bem-humorada da doutora resume a dificuldade de equilibrar tantos compromissos.

“O dia só tem 24 horas”, brinca, Dra. Jaqueline.

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