Dois terremotos históricos atingem a Venezuela e deixam ao menos 235 mortos

Enquanto muitos brasileiros acompanhavam a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, a Venezuela enfrentava uma das maiores tragédias naturais de sua história. Na quarta-feira (24), dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram o norte do país com apenas 39 segundos de diferença, tornando-se os mais fortes registrados na região em mais de um século.

O balanço oficial divulgado nesta sexta-feira aponta ao menos 235 mortos e cerca de 4.300 feridos, mas as equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros e as autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias.

Os tremores causaram o desabamento de edifícios, danos em rodovias e interrupções nos serviços públicos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, sofreu avarias estruturais e teve suas operações suspensas. O governo venezuelano decretou estado de emergência, interrompeu temporariamente serviços de transporte, energia e gás em áreas afetadas e suspendeu as aulas.

Diante da gravidade da situação, diversos países anunciaram o envio de ajuda humanitária, equipes especializadas em resgate e assistência financeira para auxiliar as vítimas e apoiar a reconstrução das áreas atingidas.

Os terremotos também foram sentidos em países vizinhos e em parte da Região Norte do Brasil, especialmente nos estados de Roraima e Amazonas, onde moradores relataram leves tremores e oscilações em edifícios, sem registro de danos significativos.

Por que grandes terremotos são raros no Brasil?

Especialistas explicam que o Brasil está localizado na região central da Placa Sul-Americana, distante das bordas onde normalmente ocorrem os choques entre placas tectônicas. Por isso, o país registra apenas tremores de baixa intensidade na maior parte das vezes, diferentemente de países como Venezuela, Chile e Japão, que estão próximos a zonas de intensa atividade sísmica.

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