Inadimplência de aluguel em Santa Catarina registra segunda queda consecutiva em 2026

A inadimplência no pagamento de aluguéis em Santa Catarina voltou a apresentar queda e registrou o segundo recuo consecutivo em 2026. Segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, a taxa ficou em 2,19% em abril, abaixo dos 2,23% registrados em março.

O percentual também permanece inferior à média nacional, que atingiu 3,18% no mesmo período. Na comparação com abril de 2025, quando a taxa era de 2,20%, o índice catarinense apresentou estabilidade.

De acordo com a Superlógica, Santa Catarina continua entre os estados com os menores índices de inadimplência do país, refletindo um cenário considerado positivo para o mercado imobiliário.

Região Sul mantém menor inadimplência do Brasil

O levantamento mostra que a Região Sul segue liderando o ranking positivo nacional, registrando a menor taxa de inadimplência entre todas as regiões brasileiras, com 2,65%.

Na outra ponta, o Nordeste aparece com o maior índice, alcançando 4,98%, seguido pelo Norte, com 4,37%.

Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a estabilidade observada em Santa Catarina demonstra a resiliência do mercado local, embora fatores econômicos como inflação e juros ainda mereçam atenção.

Imóveis comerciais lideram atrasos no Sul

Na Região Sul, os imóveis comerciais continuam apresentando os maiores índices de inadimplência, com taxa de 3,38% em abril.

As casas aparecem na sequência, com 3,03%, enquanto os apartamentos registraram a menor taxa, fechando o período em 1,98%.

Os números apontam uma melhora em todos os segmentos analisados quando comparados ao mês anterior.

Aluguéis mais baratos concentram maior inadimplência

O estudo também revelou que os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando os maiores índices de atraso em todo o país.

Entre os imóveis residenciais dessa faixa, a inadimplência ficou em 5,56%. Já nos imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1.000, o percentual chegou a 7%.

Especialistas apontam que famílias de menor renda são mais impactadas pelo aumento do custo de vida, o que contribui para os atrasos nos pagamentos.

Por outro lado, os imóveis residenciais com aluguel entre R$ 3 mil e R$ 5 mil registraram o menor índice de inadimplência do país, com apenas 1,71%.

Mercado segue atento aos contratos de maior valor

Mesmo apresentando queda nos últimos meses, os imóveis com aluguel acima de R$ 13 mil continuam no radar das imobiliárias.

A taxa de inadimplência nessa faixa passou de 6,01% em fevereiro para 4,52% em abril. Apesar da redução, especialistas alertam que atrasos em contratos de alto valor podem gerar impactos financeiros significativos para proprietários e administradoras.

O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é elaborado com base em dados anonimizados de mais de 800 mil clientes e tem como objetivo auxiliar imobiliárias e profissionais do setor na tomada de decisões estratégicas.

Compartilhe:

Você também pode gostar: