O presidente americano não tem escondido sua irritação com países aliados. A razão se deve à fraca adesão ao pedido de ajuda para proteger o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta.
Segundo ele, os EUA passaram quatro décadas protegendo aliados, mas agora estariam praticamente sozinhos.
O ministro da Defesa alemão afirmou que “essa não é a nossa guerra” e que o conflito não tem relação com a Otan.
Japão, Itália e Austrália também se recusaram a participar.
França e Reino Unido adotaram uma postura cautelosa, sem tomar partido.
Mas por que isso importa?
O Estreito de Ormuz é uma região vital da economia global, sendo passagem para 20% do petróleo e 33% dos fertilizantes do mundo — ok, sabemos que você já sabe disso.
Mas o grande medo de Trump, agora, é que essa bola de neve econômica comece a aumentar. Desde o início do conflito em 28/02, o tráfego caiu 97%, empurrando o barril de petróleo para os US$ 100 e alimentando o temor de uma recessão global.
A continuidade da alta no preço do petróleo tende a aumentar o custo de vida nos EUA, e isso pode pesar nas eleições legislativas no fim do ano, abrindo espaço para uma derrota republicana e enfraquecendo o governo.