A equipe econômica do governo Lula vem defendendo novas mudanças para as contas públicas, com propostas envolvendo a pejotização e o salário mínimo.
Desincentivo à pejotização
Uma das medidas em estudo prevê a criação de uma contribuição previdenciária para empresas que tenham grande parte dos trabalhadores contratados como pessoa jurídica (PJ).
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Durigan, a proposta busca reduzir o déficit da Previdência e combater situações em que empresas utilizam a contratação como PJ para evitar o recolhimento de contribuições previdenciárias.
Salário mínimo de R$ 1.741 em 2027
Outra mudança envolve o salário mínimo. O governo projeta que o piso nacional chegue a R$ 1.741 em 2027, alta de R$ 120 em relação ao valor atual.
A previsão representa ganho acima da inflação e pode elevar a renda de milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo, o reajuste aumenta as despesas públicas, já que uma parcela significativa dos benefícios previdenciários está vinculada ao salário mínimo.
O desafio para o governo será equilibrar o aumento da renda dos trabalhadores com o impacto do reajuste sobre as contas da Previdência.