O plano de saúde está pesando cada vez mais no orçamento das empresas. Em alguns setores, o benefício já representa entre 15% e 20% do custo total da folha de pagamento, passando a disputar espaço até mesmo com salários.
A preocupação aumenta porque os reajustes estão acima da inflação. Em 2026, os planos coletivos empresariais devem registrar aumento próximo de 10%, enquanto a inflação projetada para o ano é de 4,8%.
Para tentar reduzir as despesas, empresas e operadoras estão ampliando a coparticipação, modelo em que o funcionário paga parte dos custos de consultas, exames e procedimentos. Em apenas quatro anos, a participação desses contratos cresceu seis pontos percentuais.
Outra estratégia é investir em prevenção. Programas bem estruturados de saúde podem gerar retorno de até 60% acima do valor investido, segundo especialistas.
Apesar do aumento dos custos, menos de 5% das empresas brasileiras utilizam dados sobre a saúde dos funcionários para controlar despesas. O cenário mostra que o plano de saúde deixou de ser apenas uma questão de RH e se tornou um desafio financeiro para as companhias.