R$ 7,4 bi: o pior rombo fiscal das estatais já registrado na história.

As empresas públicas brasileiras estão no pior desemprenho fiscal da história. Estatais monitoradas pelo Banco Central fecharam os cinco primeiros meses de 2026 no vermelho, com um déficit de R$ 7,4 bilhões.

Para se ter uma ideia, esse valor já supera todo o prejuízo acumulado em 2025 — que foi de R$ 5,9 bilhões — e é o dobro do registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Parte deste rombo está ligada aos Correios. A estatal tomou um empréstimo bancário de R$ 10 bilhões, para cobrir seu buraco financeiro. Esse valor responde por 78% de todo o saldo devedor das operações de crédito garantidas pela União.

Por que isso importa? O rombo das estatais reflete um problema maior — o peso crescente dos juros. Apenas em maio, o setor público pagou R$ 107,5 bilhões em juros. No acumulado de 12 meses, essa conta já soma R$ 1,11 trilhão, o equivalente a 8,48% do PIB.

Olhando por dentro dos números, as estatais federais concentram a maior parte do problema, com déficit de R$ 5,9 bilhões. As estaduais somam R$ 1,5 bilhão negativo no período, enquanto as municipais são as únicas no azul, com superávit de R$ 95 milhões.

O Banco Central não inclui a Petrobras nem estatais financeiras, como Banco do Brasil, Caixa e BNDES, no cálculo. A justificativa é que essas empresas seguem regras semelhantes com as companhias privadas de capital aberto.

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