O ministro Dias Toffoli, relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão de parte da propaganda digital da campanha de Renan Santos à Presidência, além de bloquear o acesso da chapa ao Fundo Eleitoral e impedir sua participação em debates.
A decisão ocorre durante o julgamento dos registros de candidatura e está relacionada à divulgação tardia de perfis oficiais nas redes sociais. Inicialmente, a chapa informou à Justiça Eleitoral apenas uma conta no X e um site. Doze dias depois, outros 16 perfis foram apresentados, totalizando 18 canais.
Segundo Toffoli, o atraso pode caracterizar uma “omissão estratégica”, já que contas ainda não declaradas poderiam continuar recebendo tratamento comum dos algoritmos das plataformas, sem algumas das restrições aplicadas ao conteúdo eleitoral.
Com a medida, a campanha fica restrita aos canais inicialmente informados e não poderá utilizar os outros 16 perfis. A chapa também está impedida de movimentar recursos do Fundo Eleitoral e de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios.
Renan Santos contestou a decisão e afirmou que perfis de outros candidatos também seriam recomendados pelos algoritmos das redes sociais. O ministro concedeu prazo de 24 horas para que a campanha apresente explicações sobre os perfis.
A equipe do candidato avalia recorrer da decisão por meio de mandado de segurança. Os perfis de Renan Santos no Instagram e no YouTube também foram suspensos no Brasil.