A Uber anunciou uma ampla reestruturação que prevê a demissão de 3,3 mil funcionários, o equivalente a cerca de 10% de sua força de trabalho. O corte é o maior promovido pela companhia desde maio de 2020, durante a pandemia.
Além das demissões, a empresa pretende reduzir em 20% o número de gerentes, buscando diminuir níveis hierárquicos, acelerar decisões e aumentar a eficiência da operação.
A reestruturação acontece em um momento de maior pressão sobre a companhia. As ações da Uber acumulam queda de quase 8%, enquanto cresce a concorrência de empresas ligadas ao transporte autônomo, como a Waymo.
Menos home office
Outra mudança importante será no regime de trabalho. A Uber pretende concentrar suas equipes globais principalmente em Nova York e São Francisco, exigindo maior presença nos escritórios. Apenas cerca de 1% dos funcionários permanecerá totalmente remoto.
A decisão acompanha um movimento observado em outras grandes companhias, que vêm reduzindo equipes e revendo políticas de trabalho remoto em busca de estruturas mais enxutas e eficientes.