O Brasil terá a primeira fábrica de processamento em larga escala de pele de tilápia para uso médico. A unidade será construída no Ceará, com investimento de R$ 52 milhões, e tem previsão de iniciar as operações em janeiro de 2028.
Desenvolvida a partir de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC), a tecnologia transforma a pele da tilápia, normalmente descartada, em um curativo biológico para queimaduras e feridas.
Atualmente, o laboratório produz cerca de 600 peles por mês. Com a nova fábrica, a expectativa é chegar a 4,3 mil unidades por dia no primeiro ano.
Além de reduzir a frequência das trocas de curativos, o tratamento pode diminuir em até 52% os custos de tratamentos de queimaduras, segundo os responsáveis pelo projeto.
A utilização comercial ainda depende da aprovação e das exigências da Anvisa, mas a expectativa é que a produção também possa atender parte da demanda do SUS.