Essa é a pergunta que todos estão se fazendo em Wall Street. Ontem, os preços do petróleo chegaram a atingir US$ 116 por barril, impulsionados pela intensificação dos ataques houthis contra Israel e pelo impasse diplomático entre Washington e Teerã.
A alta de +50% no preço desde o início do conflito tem deixado o mercado em alerta máximo, a ponto de já se discutir o risco do barril atingir US$ 200 caso a guerra se prolongue por meses.
A relevância: Se o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado por muito tempo, a disparada de preços obrigaria uma redução drástica no consumo global, paralisando indústrias e transportes.
Por aqui, já é esperada uma alta no preço de passagens aéreas, já que o querosene da aviação deverá sofrer um reajuste de 55%.
O impasse entre EUA-Irã 

Embora Trump permaneça com o discurso de que um acordo para acabar com a guerra com o Irã pode chegar em breve, ele tem aumentado a pressão sobre os iranianos.
Segundo o presidente, os EUA podem explodir e destruir completamente as usinas elétricas e poços de petróleo do Irã caso não cheguem a um acordo. Horas depois, Trump compartilhou um vídeo mostrando um ataque militar a um grande depósito de munição em Isfahan, no Irã.
Com a chegada de 2,5 mil fuzileiros nesse final de semana, o Pentágono avalia operações de alto risco, como tomar a Ilha de Kharg (centro de 90% das exportações iranianas) e extrair 440 kg de urânio enriquecido de Teerã.
Enquanto medidas de ataque e negociações estão na mesa de Washington e Teerã, o mercado aguarda apreensivo, temendo que o pior ainda possa estar por vir.