O Centrão já escolheu o seu lado para a disputa presidencial?

As recentes decisões do Congresso, incluindo o “não” ao Jorge Messias ao STF, acenderam um alerta no Palácio do Planalto. Nos bastidores, a leitura é que partidos como PP e União Brasil estão cada vez mais próximos de um apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O movimento passa diretamente por Davi Alcolumbre. Presidente do Senado, ele é visto como peça-chave nesse reposicionamento — mesmo negando articulação política.
Na prática, uma aproximação dos dois partidos daria a Flávio mais dinheiro do fundo eleitoral e tempo de TV/Rádio do que Lula.
Mas o prejuízo para o governo pode ser ainda maior
Isso porque Lula e seus aliados se dividem entre o desejo de retaliação e a necessidade de manter um bom convívio com o Congresso. É a tal sinuca de bico…
Por um lado, o presidente tem sido aconselhado a apoiar a criação de uma CPI do Master. A medida seria uma forma de aumentar a pressão sobre o comando do Poder Legislativo.Por outro, o governo precisa da boa vontade do Senado para avançar com pautas como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança. Aliados de Alcolumbre indicam que o senador não deve atrapalhar o andamento das pautas.
No fim do dia, isso tudo significa que o Centrão deve ter, mais uma vez, um papel importante na corrida pela cadeira de presidente da República — e usar desse poder para sair ganhando com essa disputa.

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