Operação da PF revela esquema milionário de tráfico internacional em portos de SC.

Uma grande operação da Polícia Federal colocou os portos catarinenses no centro de uma investigação sobre tráfico internacional de drogas. A ação, batizada de Operação Tirocinium, foi realizada nesta terça-feira (19) e teve como um dos principais alvos o município de Imbituba.

Segundo as investigações, uma organização criminosa utilizava estruturas portuárias de Santa Catarina para enviar carregamentos de cocaína à Europa e à África. Três mergulhadores profissionais foram presos suspeitos de atuar diretamente na logística do esquema.

De acordo com a PF, os mergulhadores eram responsáveis por esconder os entorpecentes nos cascos de navios atracados nos portos de Imbituba, Navegantes e Itapoá. Os mandados também foram cumpridos em cidades como São Francisco do Sul e Tijucas.

Ao todo, a operação cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 646 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo investigado.

Drogas escondidas em cargas e navios

As investigações apontam que a quadrilha utilizava diferentes métodos para transportar a droga até outros continentes. Além de esconder os pacotes nos cascos das embarcações, os criminosos também camuflavam a cocaína em cargas legais, incluindo sacos de alimentos e paletes de madeira.

A apuração começou ainda em 2023, após uma série de apreensões em áreas portuárias catarinenses. Desde então, cerca de 4,6 toneladas de cocaína já foram apreendidas pelas autoridades, além de diversas prisões em flagrante relacionadas ao esquema.

Arsenal apreendido impressiona investigadores

Durante a operação, os agentes federais também localizaram um arsenal considerado pesado pela investigação. Entre os materiais apreendidos estavam 10 fuzis, pistolas importadas, granadas e até uma metralhadora de alto poder destrutivo.

Para a Polícia Federal, o grupo possuía uma estrutura altamente organizada, com divisão de tarefas e atuação estratégica dentro da logística portuária de Santa Catarina.

O caso segue sendo investigado, e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.

Compartilhe:

Você também pode gostar: