El Niño pode encarecer alimentos e energia em 2027; entenda os impactos
O fenômeno climático El Niño pode trazer reflexos importantes para a economia brasileira ao longo de 2027. Além de provocar alterações no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do país, especialistas alertam que seus efeitos podem resultar em aumento no preço dos alimentos e até da energia elétrica.
Mudanças no clima afetam a produção agrícola
Com a formação do El Niño, a previsão é de mais chuvas na Região Sul, temperaturas elevadas no Nordeste e um inverno e primavera mais quentes do que a média em grande parte do Brasil.
Essas alterações climáticas podem reduzir a produtividade das lavouras, diminuindo a oferta de diversos alimentos e pressionando os preços ao consumidor.
Grãos estão entre os produtos mais afetados
Os primeiros impactos costumam ser sentidos na produção de grãos, como milho e soja. Com menor oferta, os preços dessas commodities tendem a subir.
O aumento também afeta a cadeia de produção de carnes, já que milho e soja são os principais componentes da ração utilizada na criação de aves, suínos e bovinos. Como consequência, produtos de origem animal também podem ficar mais caros.
Inflação dos alimentos pode aumentar
Estimativas apontam que o El Niño poderá acrescentar entre 1 e 3,4 pontos percentuais à inflação dos alimentos. Em um cenário mais severo, semelhante ao registrado entre 2015 e 2016, esse impacto poderia chegar a 6,78 pontos percentuais, pressionando ainda mais o custo de vida da população.
Energia também pode sofrer impactos
Além do setor agrícola, o fenômeno climático pode influenciar a geração de energia em algumas regiões do país. Alterações no volume de chuvas podem elevar os custos da produção de eletricidade, refletindo nas tarifas pagas pelos consumidores e aumentando as despesas de diversos setores da economia.
Esse efeito em cadeia pode reduzir o poder de compra das famílias e pressionar ainda mais a inflação.
Cenário ainda depende da evolução do fenômeno
Apesar das projeções, especialistas destacam que o El Niño ainda está em fase de formação. Caso sua intensidade seja confirmada, os impactos econômicos deverão ocorrer de forma gradual, com efeitos mais perceptíveis ao longo de 2027.